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E eles?



Quem os outros dizem que o Filho do homem é?

Mt 16:13


Albert Schweitzer afirmou que “toda literatura concernente à vida de Jesus tal qual ele viveu realmente na história fez violência a Jesus, pois cada época lhe atribuiu, mas ou menos inconscientemente, suas próprias ideias”.


Esta declaração de Schweitzer me fez lembrar outro Albert – o Camus. Albert Camus afirmou que “todo ponto de vista é à vista de um ponto”. Para entender como alguém vê é necessário saber qual a sua visão de mundo. Isso, por exemplo, faz da leitura sempre uma releitura. Ou, como disse o teólogo brasileiro Leonardo Boff, “A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam."


Para compreender é essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer: como alguém vive, com quem convive, que experiência tem, em que trabalha, que desejos alimenta, como assume os dramas da vida e da morte e que esperanças o animam. Isso faz da compreensão sempre uma interpretação.


Foi assim que ao longo dos séculos fizeram de Cristo o que ele nunca foi, tornando-o muitas vezes um representante de certo ideal filosófico, social e político característico da época.


O grupo musical Vencedores por Cristo interpretou sabiamente esta realidade quando cantou: “Muito embora, um só Jesus exista, nem todos sabem vê-lo como é. Filósofo, poeta ou comunista, ou mesmo um hippie, já se disse, até”.


Schweitzer aponta o único remédio para uma interpretação não arbitrária da pessoa de Jesus, diz ele: “é necessário examinar a vida de Jesus levando em consideração as ideias de seu próprio tempo”. Usando esta receita, identifica-se na palestina do século primeiro uma efervescência de movimentos religiosos e políticos que conviveram e, muitos, perseguiram a Jesus.


Uma simples leitura do novo testamento os aponta e chama pelo nome, como: fariseus, saduceus, zelotes, essênios entre outros. Enquadrar Jesus em um desses movimentos é tão temário como desnecessário.


Na verdade, a submissão radical de Jesus à vontade de Deus rompe com os padrões de quaisquer grupos ou ideias de sua época. Ele viveu tão livre quanto morreu. Ao perguntar a seus discípulos o ponto de vista dos homens a seu respeito, Ele sabia que as respostas estariam corrompidas pela vista de um ponto – logo, ele não era Elias nem João Batista ressuscitados.


Ele era e sempre será o que dissera Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.


por José Marcelo Fernandes Domingos


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