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  • Igreja Batista Mineira

Como eu amo a Deus?

por José Marcelo Fernandes Domingos

“Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade”.

1 João 3:18

O apóstolo João filho de Zebedeu chamado por Cristo para ser seu discípulo, tornou-se, ao lado de Paulo, um dos mais destacados teólogos da igreja e seus escritos provam isto.


Conta a tradição que seus últimos dias foram vividos sobre uma cama, senil e com poucas palavras. Mas, testemunhas oculares, disseram que quando ele resolvia falar, somente se ouvia de sua boca a expressão, “Filhinhos, amem uns aos outros”. Não deve nos causar estranheza ou surpresa tal relato. De fato, o amor acompanhou o apóstolo João desde muito cedo – parece que sua personalidade era sensível e amorosa. Ele foi reconhecido como o apóstolo do amor, ou ainda, o apóstolo que Jesus amava.


Na última ceia, o vemos deitar sua cabeça sobre o peito de Jesus e, como que indignado por tal ato de traição, dispara a pergunta, quem é o discípulo que deve traí-lo. Na cena da crucificação (João 19:26-27) ele se encontra ao lado de Maria, embaixo da cruz, e Jesus lhe entrega a sua mãe, num aceno de que sabia que, no trato de mãe, seria um filho amoroso e cuidadoso. Tempos depois, em pleno vigor ministerial, João se dedica ao oficio literário e, por força da necessidade pastoral, redige e direciona três pequenas cartas a grupos de cristãos que sofrem com perseguições e, da mesma forma, internamente, encaram desvios perigosos à sã doutrina. Aos cristãos perseguidos politicamente e alijados na fé por heresias ele exorta a prática do amor.


Que sentimento seria tão importante a ponto de suprir as necessidades de pessoas tão fragilizadas por tantas tribulações? Não era um sentimento. Sentimentos não resistem as pressões internas e externas da vida. Sentimentos são volúveis como as ondas do mar e inseguros como lavas incandescentes de um vulcão em erupção.


João exorta ao amor genuíno em sua essência e consequente em seu alcance. Ele nos fala da mais pura expressão da atitude de um para o outro – o amor em ação e em verdade, e ainda estabelece a antítese ao contrapor que não deveríamos amar de palavras ou de boca. Amor de boca é amor teatral – não exprimi a realidade e, como tal, é facilmente mascarado. Amor de boca é amor espalhafatoso – o amor é silencioso como a brisa e penetrante como o frio ar do inverno. João andou com Jesus e aprendeu nele e dele este amor.


Jesus disse que o primeiro e maior mandamento é amar a Deus com todo o nosso coração, com toda a nossa alma e com todo o nosso entendimento.


Talvez você pergunte: “Como eu amo a Deus?” ou “Se amor é uma ação, como eu amo a Deus, sendo que ele não tem nenhuma necessidade?”. Jesus respondeu e João entendeu. Entenderemos nós?


"Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram”. (Mateus 25:40).


Quando você ama as pessoas em nome de Jesus, você está amando a Deus. Quando Jesus se torna o Senhor da sua vida, você perde para sempre o direito de escolher a quem amar.


Ame a quem Deus ama!

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