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A política de Jesus


O significado do termo politica é muito abrangente e complexo. A palavra em si está relacionada ao espaço público. Vem do grego politiká, uma derivação de pólis. Menos conceitual a designação foi ganhando contornos e agregando valores positivos e negativos durante a história.


Hoje, há um desgaste natural desta prática em nossa sociedade. Na época dos pleitos eleitorais, por força das campanhas e exposição dos candidatos na mídia, certo interesse renasce e floresce. Mas, com a mesma intensidade que chega, evapora-se assim que os resultados saem e os vencedores comemoram e os perdedores lamentam. Um dos termômetros que medem este desinteresse é verificado a cada eleição nos altos índices de abstenção dos votos.


Na ciência política, o termo trata da forma de atuação de um governo em relação a determinados temas de interesse público específico. Esta visão nos ajuda a enxergar a prática politica de um modo menos eleitoral e partidário e suplantar os aspectos negativos atuais. É possível fazer a politica (ação de um em beneficio de muitos) de modo saudável e verdadeiro.


Um dos melhores exemplos desta afirmação está em Cristo. Sua política era a atuação efetiva e radical para transformar as estruturas mentais e religiosas que aprisionavam o homem em seus medos e pecados, dando a este um sentido eterno de vida.


A politica de Jesus é conhecida como a politica do Reino. Ela independe de partidos e outras instituições. Na época de Jesus, existiam partidos religiosos para todos os gostos e preferências ideológicas: os saduceus, os fariseus, os zelotes, essênios entre outros. Não temos nenhuma referência que Cristo tenha optado por um deles. Ao contrário, quando estes iam de encontro ao Reino, ele os condenava.


Jesus era, portanto, um ser apolítico? Não! Jesus não era um ser alienado, indiferente. O poder exercido pela política romana ou religiosa em questão era o de dominação, Jesus nunca foi contra o poder como tal, enquanto poder de serviço. Ele foi contra o poder de dominação. E se guardava do poder messiânico, era porque o povo fazia uma ideia mística e politica do messias. Uma ideia mágica de um messias milagreiro, demagógico, paternalista, portanto uma ideia não libertadora, não autêntica.


Cristo teve uma atuação política verdadeira, mas a nível profético. Foi um revolucionário profético. A sua grande politica é a do Reino de Deus, que é um projeto radical, total de transformação da sociedade. Quando prega o Reino de Deus, prega uma revolução integral, uma revolução absoluta. Obviamente que sua pregação tinha implicações e feitos políticos. Ataca o Templo, o cérebro central da exploração do sistema. Vemos ele sendo perseguido continuamente durante seu ministério e julgado por dois tribunais – um, religioso, o declara blasfemo. O outro, romano, foi condenado como revolucionário.


A política de Jesus olhava o homem e enxergava uma sociedade apodrecida – tal qual pano roto – semelhante a nossa nação nos dias atuais - que precisava não de remendo, mas de transformação.


A base de sua proposta era o amor e para isso veio e morreu!


por José Marcelo Fernandes Domingos

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